TEATRO POEIRINHA
09 MAI a 28 JUN
QUI, SEX e SAB 20h e DOM 19h
Texto autobiográfico de Julia Spadaccini “SURDA”, com direção de Debora Lam e atuação de Benedita Casé Zerbini,
Uma invasão de sons que só Ela escuta – revoada de pássaros, apitos, sirenes, máquina de lavar, vozes de um casal brigando, piano – era o sinal de alerta de que algo estranho estava acontecendo. Na busca por um diagnóstico médico, Ela recebe a notícia de que seu problema era auditivo, já tinha perdido parte de sua audição e tudo indicava que continuaria perdendo até se tornar surda profunda. Como pode? Surda? Mas Ela escuta sons fortes e presentes, não consegue mais ter nenhum momento de silêncio. Uma revelação que surpreende: “quanto mais você perde o som das coisas, mais você ganha sons da sua cabeça...”.
SINOPSE
“SURDA” narra a história de uma mulher as voltas com a perda da sua audição. A trama mostra flashes desse processo e os impactos causados tanto no seu núcleo familiar e afetivo, quanto na sua vida profissional. Na montagem dirigida por Debora Lam, a cena é construída da fusão do teatro com recursos de vídeos e efeitos sonoros. Para a diretora “SURDA” “é uma experiência teatral que valoriza a linguagem da diferença como potência poética e política, abrindo espaço para uma escuta mais ampla da diversidade sensorial humana”.
Carregada de empatia, afeto, humanidade, humor e informação “SURDA” é um texto autobiográfico de Julia Spadaccini, renomada autora teatral e roteirista de cinema e televisão, que pela primeira vez fala sobre a sua própria deficiência. Em cena Benedita Casé Zerbini, jovem artista que em “SURDA” estreia no teatro. Ambas trazem para a cena suas próprias experiências de vida. Para Benedita Casé Zerbini “SURDA” “abre um espaço importante para o diálogo sobre o capacitismo”. Ainda nas palavras dela: “Eu sou uma surda oralizada, uso aparelho auditivo desde os 3 anos de idade. Eu tenho uma surdez bilateral severa e profunda nos dois ouvidos, e eu lido com o capacitismo desde que eu me entendo por gente. E essa peça fala muito sobre isso de um jeito muito interessante, tem senso de humor e leveza. Podemos falar sobre deficiência e capacitismo, assuntos sérios e relevantes, de forma leve e poética”.
“SURDA” pretende desmitificar a palavra que dá nome a peça, e proporcionar ao público, meios para compreender a complexidade da surdez, que não é limitada a língua de sinais, mudez, escola especial, leitura labial. “SURDA” pretende sensibilizar o espectador a olhar a pessoa antes do deficiente auditivo, bem como, ajudar a quebrar as barreiras atitudinais presentes na nossa sociedade, muitas vezes despercebidas e ignoradas por quem ouve.
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EQUIPE
Texto: JULIA SPADACCINI
Direção: DEBORA LAM
Atuação: BENEDITA CASÉ ZERBINI
Intérprete de libras: DIANA DANTAS
Colaboração artística: CRISTINA MOURA
Assistência de direção: LAURA ARAÚJO
Preparação vocal: LEILA MENDES
Pesquisa dramatúrgica: MÁRCIA BRASIL
Cenografia: AURORA CAMPOS
Assistente de cenografia: RACHEL MERLINO
Projeções e vídeos: CAMILLA LAPA
Figurinos: CARLA COSTA
Trilha musical: DANY ROLAND
Iluminação: ANA LUZIA MOLINARI DE SIMONI
Operação de luz: BRUNO ARAGÃO
Operação de som e vídeo: JOÃO BENNA
Cenotécnico: BETO ALMEIDA
Fotógrafo: RODRIGO MENEZES
Designer gráfico: BRUNELLA PROVVIDENTE
Assessoria de imprensa: PATRÍCIA CASÉ
Direção de produção: DADÁ MAIA
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SERVIÇO
DURAÇÃO: 60 minutos
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: Livre
CAPACIDADE: 40 espectadores