TEATRO POEIRA

10 MAR a 22 ABR
TER e QUA 20h

A peça, composta por uma sucessão ágil de histórias curtas, lança mão do humor e do absurdo para desvelar um mundo de incomunicabilidade e isolamento, onde os seres sociais se estranham continuamente e não conseguem discernir de quem e de onde vêm as forças opressoras.

Pequenas histórias com um, dois ou mais personagens se sucedem em ritmo vertiginoso apresentando pessoas que se estranham mutuamente, não conseguem se comunicar, e vivem numa busca incessante por se protegerem umas das outras.

 Numa história, vemos cidadãos que, para garantir sua tranquilidade e segurança, chegam mesmo a se isolar dentro de estranhos círculos invisíveis onde nenhuma outra pessoa pode penetrar. Em outra, a cidade é tomada por uma invasão de borboletas carnívoras que ameaçam a população. Há ainda a história da empresa que oferece serviços de lavagem cerebral para libertar as pessoas dos seus sofrimentos. Ou do senhor que anda pelas ruas com seu animalzinho de estimação que somente se sacia comendo pessoas, o que não causa estranhamento nenhum, a não ser cócegas, na mulher que está sendo devorada.

 Mesmo em plena distopia, a poesia se faz presente em momentos onde os personagens, diante dos estranhos acontecimentos, conseguem se conectar com a natureza, refletir sobre o divino e a sua existência, falar do amor. Tudo ao mesmo tempo.

 Assim se sucedem, diante dos olhos do público, os flashes dessa sociedade de um tempo indeterminado que pode ser o futuro. Não sabemos. Entre o humor e o susto, entre a poesia e o cinismo, se desenham as metáforas deste mundo imaginado por Visniec, que em muitos aspectos se parece bastante com o atual.

BREVE SINOPSE

 Numa sucessão de histórias curtas, através do humor e do absurdo, homens e mulheres de uma estranha sociedade não conseguem se comunicar, e criam sistemas cada vez mais absurdos e complexos para se protegerem uns dos outros.

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Texto: MATÉI VISNIEC
Tradução: LUIZA JATOBÁ
Direção: ARY COSLOV
Elenco: DANI BARROS, GUIDA VIANNA, JÚNIOR VIEIRA, MARCELO AQUINO E MARIO BORGES
Figurino: WANDERLEY GOMES
Desenho de Luz: AURÉLIO DE SIMONI
Direção de Movimento e Preparação Corporal: LAVINIA BIZZOTTO E ALEXANDRE MAIA
Trilha Sonora: ARY COSLOV
Assistência de Direção: JOHNNY DE CASTRO
Operador de Som: GABRIEL FOMM
Programador Visual: ISIO GHELMAN
Fotografa: NIL CANINÉ
Mídias Sociais: RAFAEL GANDRA
Produção Executiva: BÁRBARA MONTES CLAROS
Direção de Produção: CELSO LEMOS
Assessoria de Imprensa: JSPONTES COMUNICAÇÃO – JOÃO PONTES E STELLA STEPHANY

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DURAÇÃO: 75 minutos
GÊNERO:  Comedia dramática fragmentada
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 14 anos
CAPACIDADE: 170 espectadores