TEATRO POEIRA

07 a 29 JULHO
TER e QUA 20h

Montagem é inspirada na história de duas mulheres, uma israelense e uma palestina, que se unem para afirmar a vida e o futuro diante das impossibilidades do ódio

Qual o sentido de se fazer teatro em meio à guerra? A partir desta premissa, Lucas Oradovschi volta aos palcos com “Um pássaro não é uma pedra” para uma curta temporada de 7 a 29 de julho de 2026, no Teatro Poeira, sempre às terças e quartas-feiras, às 20h, em um potente monólogo que aborda a complexidade das relações humanas em tempos atuais.

“Um pássaro não é uma pedra” nasceu do encontro de artistas de ascendência árabe e judaica e da inquietação em relação à guerra. Com idealização do próprio ator e dramaturgia realizada de forma coletiva por ele com Adriana Schneider, Cátia Costa, Daniel Bueno e Mar Mordente, a montagem conta as histórias do Teatro de Pedra (Stone Theatre), criado nos anos 1980 em um campo de refugiados em Jenin, na Cisjordânia (Palestina), pela judia israelense Arna Mer e pela árabe palestina Samira Zubeidi. O teatro seria destruído anos depois.

As histórias são narradas pela perspectiva de uma pedra, um pedaço de escombro do teatro destruído.

No ano 2000, o teatro seria reconstruído pelos filhos de Arna e Samira, como Teatro da Liberdade (The Freedom Theatre), indicado ao Nobel da Paz em 2024. 

“É um espetáculo contra a guerra, uma peça que afirma a vida, que se debruça sobre as complexidades das humanidades, seus povos, seus deslocamentos e entrecruzamentos, sobre diáspora e alteridade.” (Lucas Oradovschi)

 

De ascendência judaica, Lucas, que assina o texto com Daniel Bueno, destaca a iniciativa comunitária do Teatro de Pedra, focada em crianças e adolescentes locais, utilizando as artes cênicas como antídoto para os traumas da guerra e da violência, além de ter sido um centro de educação e resistência pacífica na época.

Na direção de “Um pássaro não é uma pedra” estão Adriana Schneider, Cátia Costa e Mar Mordente. Quando estreou, em 2024, o espetáculo logo despontou como uma das mais fortes experiências cênicas do ano, recebendo, como consequência, o 19º Prêmio APTR de Melhor Direção Musical, de Azulllllll, e a indicação ao 35º Prêmio Shell, por Melhor Direção.

“A história nos mostra que criar é uma ação de solidariedade, de sobrevivência, de memória e de permanência. É urgente continuar falando sobre isso porque, enquanto o assunto vai desaparecendo das notícias, a realidade continua acontecendo todos os dias. E apresentar o nosso espetáculo é não aceitar o esquecimento”, completa a diretora Adriana.

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Concepção e atuação: LUCAS ORADOVSCHI
Direção: ADRIANA SCHNEIDER, CÁTIA COSTA e MAR MORDENTE
Dramaturgia: ADRIANA SCHNEIDER, CÁTIA COSTA, DANIEL BUENO, LUCAS ORADOVSCHI e MAR MORDENTE
Texto: DANIEL BUENO e LUCAS ORADOVSCHI
Direção musical: AZULLLLLLL
Cenografia: CAMILA MOUSSALLEM e MURILO BARBIERI
Figurino: MEL AKERMAN
Iluminação: NINA BALBI
Produção: U PLUS CULTURAL e DANIEL URYON
Filmagem e edição: ROBERTA DE LACERDA MEDINA
Interlocução: ANA RIOS, JULIO ADRIÃO e FLAVIA LOPES
Assessoria de imprensa: PASSARIM COMUNICAÇÃO & SUSTENTABILIDADE (SILVANA C. ESPÍRITO SANTO) e MARCELO BARTOLOMEI

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DURAÇÃO: 65 minutos
CAPACIDADE: 175 espectadores